Foi ontem o 17º dia de Primavera. Saí do trabalho ainda de dia, aproveitando bem o sol que há muito que não brilhava tanto. Cheguei a casa decidida, embora muito cansada, a retomar a rotina de treino.
Calcei as sapatilhas novas (finalmente trocadas) e lá fui eu.
Já disse várias vezes que detesto correr, e não é mentira nenhuma. Cansada como estava, decidi logo que era coisa que não ia fazer. Ia apenas usar os aparelhos. Pois foi o que fiz.
Não foi um treino muito duradouro, porque senti-me adormecer por várias vezes, entre sets. Têm sido dias de pouco sono e de emoções que abrangem todo o espectro possível das emoções humanas. Saí de lá a pensar que, se hoje me doesse um músculo que fosse, teria valido a pena.
Pois que acordei com dores em mais músculos do que um. Pois que valeu a pena.
Depois dos 30 (e um)
sábado, 7 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Uma semana depois
Parece que foi uma ressaca tão grande que só agora está a passar (not!).
A primeira semana do meu 32º ano de vida foi caótica. Confirma-se: há vida para lá dos 32 anos.
Muito, muito, mas mesmo muito cansaço, muita dor de pés. Finalmente ontem vi a luz ao fundo do túnel e a esperança que num futuro próximo eu consiga chegar a casa sem ser de rastos, e sentir finalmente a total ausência de dor. Têm sido dores verdadeiramente atrozes. Para piorar, tenho de ir e voltar a pé (o que não é totalmente mau, porque pelo menos permite-me fazer alguma espécie de exercício), em cima de pés e calcanhares completamente doridos. Ontem cheguei a casa a arrastar os pés. Mas hoje! Senhores, hoje calcei todo o dia uns "sapatos" seriamente confortáveis. E consegui voltar para casa com uns pés quase leves e não doridos. A alegria, a felicidade!
Tive muitas desilusões esta semana. Parece que as pessoas quiseram, só porque sim, só porque lhes apeteceu, fazer-me revelações um bocado idiotas, fantásticas. O meu conceito de amizade deve ser muito estranho. Em qualquer relação, com qualquer ser humano, o meu primeiro instinto é de auto-preservação. É um instinto aprendido, não nasci com ele. Quando era mais nova, dava-me sem reservas, fazia tudo pelos outros, porque, como já disse noutro post, julgo os outros por mim própria. Contava que fizessem o mesmo por mim. Enfim, já me provaram inúmeras vezes (mesmo, já lhes perdi a conta) que não posso julgar os outros por mim própria, e como tal, devo preservar-me. Vou, dou, faço, mas eu estou primeiro. E se formos pensar bem no assunto, não é um conceito totalmente errado. Como é que eu vou pôr qualquer outra pessoa acima de mim própria, se num momento de aflição, de necessidade (que bem os tenho passado) não posso contar com ninguém senão comigo própria? A quantidade de gente que já me virou costas exactamente quando precisava de alguém... Esta dissertação porque tenho amigos que me desiludem a toda a hora. Que se dizem amigos verdadeiros. Enfim, mais vale só que mal acompanhada.
No meio de tudo isto, e voltamos ao início da conversa, há esperança e luz ao fundo do túnel. Ganhei de prenda de aniversário umas sapatilhas (tema que dá uns 3 ou 4 posts de 20 mil linhas cada um...), para substituir as velhinhas que são um número abaixo do que eu calço. Ora, as novas são do mesmo tamanho (pois, sem comentários). Há talão de troca (valha-nos isso). Mas, só há o meu tamanho para Abril (pois, teremos de continuar à espera).
Sendo assim, para o mês que vem temos sapatilhas novas, ausência de dores nos pés, e um regresso à rotina, um pouco menos frequente que no início deste mês, de exercício e progresso na direcção de um biquini novo!!!
A primeira semana do meu 32º ano de vida foi caótica. Confirma-se: há vida para lá dos 32 anos.
Muito, muito, mas mesmo muito cansaço, muita dor de pés. Finalmente ontem vi a luz ao fundo do túnel e a esperança que num futuro próximo eu consiga chegar a casa sem ser de rastos, e sentir finalmente a total ausência de dor. Têm sido dores verdadeiramente atrozes. Para piorar, tenho de ir e voltar a pé (o que não é totalmente mau, porque pelo menos permite-me fazer alguma espécie de exercício), em cima de pés e calcanhares completamente doridos. Ontem cheguei a casa a arrastar os pés. Mas hoje! Senhores, hoje calcei todo o dia uns "sapatos" seriamente confortáveis. E consegui voltar para casa com uns pés quase leves e não doridos. A alegria, a felicidade!
Tive muitas desilusões esta semana. Parece que as pessoas quiseram, só porque sim, só porque lhes apeteceu, fazer-me revelações um bocado idiotas, fantásticas. O meu conceito de amizade deve ser muito estranho. Em qualquer relação, com qualquer ser humano, o meu primeiro instinto é de auto-preservação. É um instinto aprendido, não nasci com ele. Quando era mais nova, dava-me sem reservas, fazia tudo pelos outros, porque, como já disse noutro post, julgo os outros por mim própria. Contava que fizessem o mesmo por mim. Enfim, já me provaram inúmeras vezes (mesmo, já lhes perdi a conta) que não posso julgar os outros por mim própria, e como tal, devo preservar-me. Vou, dou, faço, mas eu estou primeiro. E se formos pensar bem no assunto, não é um conceito totalmente errado. Como é que eu vou pôr qualquer outra pessoa acima de mim própria, se num momento de aflição, de necessidade (que bem os tenho passado) não posso contar com ninguém senão comigo própria? A quantidade de gente que já me virou costas exactamente quando precisava de alguém... Esta dissertação porque tenho amigos que me desiludem a toda a hora. Que se dizem amigos verdadeiros. Enfim, mais vale só que mal acompanhada.
No meio de tudo isto, e voltamos ao início da conversa, há esperança e luz ao fundo do túnel. Ganhei de prenda de aniversário umas sapatilhas (tema que dá uns 3 ou 4 posts de 20 mil linhas cada um...), para substituir as velhinhas que são um número abaixo do que eu calço. Ora, as novas são do mesmo tamanho (pois, sem comentários). Há talão de troca (valha-nos isso). Mas, só há o meu tamanho para Abril (pois, teremos de continuar à espera).
Sendo assim, para o mês que vem temos sapatilhas novas, ausência de dores nos pés, e um regresso à rotina, um pouco menos frequente que no início deste mês, de exercício e progresso na direcção de um biquini novo!!!
quarta-feira, 21 de março de 2012
Happy Birthday to me!
Não, ainda não se dorme. Para meu desgosto. Queria descansar mesmo a sério, para de manhã estar fresquinha quem nem uma alface. Mas não dá.
Estou ansiosa para que amanheça e o meu dia comece. Estou ligeiramente desapontada com algumas pessoas que julgava próximas. Pode ser que esta sensação hoje desapareça, mas tenho algumas dúvidas. Já conversei comigo própria algumas vezes e já cheguei à conclusão (de novo, várias vezes) que não posso estar à espera que os outros ajam como eu. Aniversário é aniversário e aquele dia é especial. Seja de quem for, especialmente se for de alguém que me é próximo. Enfim... Passar a meia noite sozinha não era o que eu tinha planeado.
E daqui a exactamente 20 minutos, são 32 anos de vida. Meu Deus, que número! 32...
Ainda me lembro quando fiz 23 e foi o melhor aniversário que tive até hoje. Praticamente tudo o que me aconteceu aos 23 anos ficou marcado. Umas coisas muito boas, outras coisas muito más. Mas lembro-me muito bem das boas sensações. E hoje gostaria de repetir o feito. Espero que esta noite seja uma das mais memoráveis da minha vida. Há pessoas que estão sempre presentes quando faço anos (ou na maioria das vezes) e vou sentir a falta dessas pessoas. Há outras que este ano vão estar presentes, mas para quem este dia é um dia como outro qualquer. Não é. É o meu dia. Toda a gente à minha volta tem de estar feliz e contente. E vou repetir vezes sem conta que faço anos, e vou dar saltinhos e pulinhos de alegria. Porque adoro fazer anos. Simplesmente adoro.
Mas ainda assim, está cá uma pontinha de tristeza. Porque não estou onde queria, porque não estou como queria. Mas este ano, que para mim começa hoje, vai marcar muitas diferenças na minha vida.
Cross your fingers, porque este ano vai ser em grande!
Estou ansiosa para que amanheça e o meu dia comece. Estou ligeiramente desapontada com algumas pessoas que julgava próximas. Pode ser que esta sensação hoje desapareça, mas tenho algumas dúvidas. Já conversei comigo própria algumas vezes e já cheguei à conclusão (de novo, várias vezes) que não posso estar à espera que os outros ajam como eu. Aniversário é aniversário e aquele dia é especial. Seja de quem for, especialmente se for de alguém que me é próximo. Enfim... Passar a meia noite sozinha não era o que eu tinha planeado.
E daqui a exactamente 20 minutos, são 32 anos de vida. Meu Deus, que número! 32...
Ainda me lembro quando fiz 23 e foi o melhor aniversário que tive até hoje. Praticamente tudo o que me aconteceu aos 23 anos ficou marcado. Umas coisas muito boas, outras coisas muito más. Mas lembro-me muito bem das boas sensações. E hoje gostaria de repetir o feito. Espero que esta noite seja uma das mais memoráveis da minha vida. Há pessoas que estão sempre presentes quando faço anos (ou na maioria das vezes) e vou sentir a falta dessas pessoas. Há outras que este ano vão estar presentes, mas para quem este dia é um dia como outro qualquer. Não é. É o meu dia. Toda a gente à minha volta tem de estar feliz e contente. E vou repetir vezes sem conta que faço anos, e vou dar saltinhos e pulinhos de alegria. Porque adoro fazer anos. Simplesmente adoro.
Mas ainda assim, está cá uma pontinha de tristeza. Porque não estou onde queria, porque não estou como queria. Mas este ano, que para mim começa hoje, vai marcar muitas diferenças na minha vida.
Cross your fingers, porque este ano vai ser em grande!
terça-feira, 20 de março de 2012
Dias 14/15
Pois é, quando iniciei este blog, a ideia era escrever todos os dias sobre os progressos (poucos, muitos ou mesmo nenhuns) na minha rotina diária de exercício. Mesmo se soubesse que iria começar a trabalhar pouco tempo depois, tê-lo-ia feito.
Preciso de disciplina a muitos níveis, e um deles, é escrever diariamente. Como não se consegue escrever romances sem treinar a escrita corriqueira, será então uma espécie de diário (mas sem grandes revelações - sabe-se lá quem poderá estar a ler).
Trabalhar é bom. Cansa o corpo e energiza a mente. Gostaria muito de trabalhar noutra área, mas por enquanto é o que há. E sabe bem chegar a casa, com a sensação de dever cumprido. Há-de passar a fase de habituação dos pés, as dores hão-de atenuar-se, ou (espero eu) desaparecer por completo. Até lá, não consigo ir exercitar este corpinho - que hoje, a partir das 01h50 celebra o seu 32º aniversário. (Espero honestamente estar a dormir a essa hora, porque amanhã é dia de festa - e de trabalho antes da festa.)
Preciso de disciplina a muitos níveis, e um deles, é escrever diariamente. Como não se consegue escrever romances sem treinar a escrita corriqueira, será então uma espécie de diário (mas sem grandes revelações - sabe-se lá quem poderá estar a ler).
Trabalhar é bom. Cansa o corpo e energiza a mente. Gostaria muito de trabalhar noutra área, mas por enquanto é o que há. E sabe bem chegar a casa, com a sensação de dever cumprido. Há-de passar a fase de habituação dos pés, as dores hão-de atenuar-se, ou (espero eu) desaparecer por completo. Até lá, não consigo ir exercitar este corpinho - que hoje, a partir das 01h50 celebra o seu 32º aniversário. (Espero honestamente estar a dormir a essa hora, porque amanhã é dia de festa - e de trabalho antes da festa.)
segunda-feira, 19 de março de 2012
Dia 13
Mais um dia de caminhada. Ida e volta. Cerca de uma hora no total. E umas dores nos pés que há muito não sentia. Hoje, foi só isto. Espero que amanhã haja mais.
sábado, 17 de março de 2012
Dia 12
Nada de nada. É deprimente. Dormir é bom. Preguiçar é bom.
Andei meia hora antes de trabalhar, em ritmo de gente séria. Andei mais meia hora, depois de trabalhar, com pés doridos... Ainda é melhor que nada, mas não chega...
Andei meia hora antes de trabalhar, em ritmo de gente séria. Andei mais meia hora, depois de trabalhar, com pés doridos... Ainda é melhor que nada, mas não chega...
sexta-feira, 16 de março de 2012
Dia 11
Eu, B., me confesso. Não consegui. Dois dias sem fazer exercício. Dá em consciência pesada. Alivia-me o peso saber que nos dois dias fui a pé para o trabalho, em ritmo decente, nada de andar a fazer montras. Sempre são 20-30 minutos a andar em passo rápido (não é pêra doce para quem está fora de forma).
Terei de arranjar alternativas à rotina que me impus nos primeiros 9 dias. Tenho de fazer coisas em casa, que não puxem tanto pelos pés doridos e pelas pernas seriamente cansadas. Até porque o meu primeiro objectivo é tratar dos braços e da barriga. As pernas virão depois (afinal não estão assim tão más...).
Sugeriram-me saltar à corda. Mas porque é que eu não me lembrei disto antes? Adoro saltar à corda, desde miúda. Diz que é tão bom como correr... E quem é que detesta correr, quem é? Ah pois! Temos alternativa portanto!
Agora ir tratar do assunto de manhã (para quando estou a trabalhar só à tarde) é que não me está a agradar muito. Toda a gente sabe que adooooooro dormir! Acordar um bocadinho mais cedo para me ir torturar? E depois vou trabalhar? Este assunto tem de ser bem estudado.
Terei de arranjar alternativas à rotina que me impus nos primeiros 9 dias. Tenho de fazer coisas em casa, que não puxem tanto pelos pés doridos e pelas pernas seriamente cansadas. Até porque o meu primeiro objectivo é tratar dos braços e da barriga. As pernas virão depois (afinal não estão assim tão más...).
Sugeriram-me saltar à corda. Mas porque é que eu não me lembrei disto antes? Adoro saltar à corda, desde miúda. Diz que é tão bom como correr... E quem é que detesta correr, quem é? Ah pois! Temos alternativa portanto!
Agora ir tratar do assunto de manhã (para quando estou a trabalhar só à tarde) é que não me está a agradar muito. Toda a gente sabe que adooooooro dormir! Acordar um bocadinho mais cedo para me ir torturar? E depois vou trabalhar? Este assunto tem de ser bem estudado.
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